A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) divulgou, nesta segunda-feira (5), as 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo Feminina de 2027, torneio que substitui o antigo formato do Mundial e será disputado entre agosto e setembro, nos Estados Unidos e no Canadá. O Brasil garantiu presença ao conquistar o título sul-americano em setembro de 2026, enquanto a grande surpresa da lista é o retorno da Rússia, afastada das competições internacionais há mais de quatro anos por causa da guerra na Ucrânia.
A seleção russa, uma das potências históricas do voleibol mundial, volta a disputar uma Copa do Mundo depois de 2018, quando terminou na oitava posição. A decisão da FIVB acompanha um movimento mais amplo de reintegração gradual de atletas e equipes russas em diferentes modalidades esportivas, um tema que segue gerando debate dentro e fora das quadras. Enquanto federações discutem os próximos passos dessa reinserção, o entretenimento esportivo segue atraindo públicos variados, inclusive em plataformas como a burning hot, que acompanham de perto o calendário de grandes eventos internacionais.
Como funcionou a classificação
Estados Unidos e Canadá entraram automaticamente por sediarem o torneio, enquanto a Itália, atual campeã, também teve vaga assegurada com antecedência. Outras 15 seleções, incluindo o Brasil, carimbaram passaporte por meio de torneios continentais disputados ao longo de 2026. As 14 vagas restantes, entre elas a da Rússia, foram definidas pelo ranking da FIVB - a Suíça, na 30ª posição da lista, ficou com o último lugar disponível.
- Sedes: Estados Unidos e Canadá
- Atual campeã: Itália
- Classificadas por competições continentais: Brasil, Argentina e Colômbia (América do Sul); Turquia, Sérvia e Polônia (Europa); Tailândia, China e Japão (Ásia); Egito, Quênia e Camarões (África); Cuba, República Dominicana e Porto Rico (América do Norte e Central)
- Classificadas via ranking: Holanda, Rússia, Alemanha, República Tcheca, Bélgica, França, Eslovênia, Suécia, México, Ucrânia, Grécia, Coreia do Sul, Bulgária e Suíça
Rússia e o peso histórico no torneio
Poucas seleções chegam com um currículo tão expressivo quanto o das russas. São sete títulos de Copa do Mundo, somando as cinco conquistas obtidas sob a bandeira da extinta União Soviética. As duas últimas taças vieram justamente contra o Brasil, em finais decididas no tie-break, em 2006 e 2010 - resultados que ainda pesam na memória do voleibol brasileiro. O retorno da potência russa ao circuito deve reconfigurar o equilíbrio de forças entre as favoritas ao título em 2027.
Brasil mira o ouro inédito
Com quatro pratas e dois bronzes acumulados ao longo da história da competição, o Brasil segue em busca do primeiro título de Copa do Mundo. A disputa deve ser prioridade na agenda de José Roberto Guimarães em 2027, com a vantagem de a seleção já ter garantido vaga antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. O torneio terá oito grupos de quatro equipes na primeira fase, com sorteio previsto ainda para este ano, e distribuirá três vagas olímpicas adicionais. A grande final acontecerá em Anaheim, mesma cidade que receberá a disputa de vôlei nos Jogos de 2028.